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Antes ler...

Vejam que aqui abaixo está o histórico do blog. 
O primeiro texto é o " O Prefácio", abaixo deste estão os seguintes em ordem cronológica.
É importante seguir esta ordem para entender a ligação entre os textos

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

?Paz, que Paz?


Não é de hoje que a violência figura como um problema sem controle nas sociedades. Por gerações a fio a violência se mostrou de formas diferentes e com alvos diferentes, porém teve ao menos uma marca essencial. - A privação do direito de manifestação da vida em todos os seus âmbitos.
Nos noticiários fala-se cada vez mais das atrocidades sob a desculpa da necessidade de alertar a sociedade para o caos social em que nos encontramos, onde as autoridades do governo são acusadas de descaso, já que estão encarregadas imediatamente pela lei de resolver ou combater este problema de forma eficaz. Porém essa maneira que a informação é passada finda por criar uma banalização, pois acredito que o niilismo (um nada) social que vivemos onde a relações sociais são cada vez mais egoístas, nos faz viver uma insensibilidade com relação ao que passa com os outros. Assim nos acostumamos a ver todo aquele sadismo fino e televisionado para o qual não estamos nem aí – já que não acontece conosco. – Outra resposta contra a violência generalizada é a enorme quantidade de movimentos pacifistas. Chega a ser irritantemente enfadonho o tanto de discursos, passeatas e campanhas conscientes.
Talvez o medo e as campanhas tenham um efeito imediato na violência física e material do roubo e do assassinato, contudo não é suficiente. Pois nos vejo tão apáticos contra outras formas de violências, uma vez que, a maioria destas soluções é insuficiente, parciais, ao complexo problema que se esconde na violência.
A violência, vista no agressor, me parece o fruto, a expressão, de algo que o incomoda e o faz sofrer, ao sofrer ele não pode manifestar a potencialidade, a beleza, de sua humanidade. Ao extravasar - como o ‘ex’ da palavra mostra (para fora) – o que acontece por dentro impede que as outras pessoas também possam manifestar suas potencialidades, tronando-se assim suas vítimas e ele o agressor.

?Quantas das soluções apresentadas agem em cima deste problema? – Pouquíssimas. – Alguns falam de ter respeito para com o outro, mas o que se esconde aí é aquele sentimento de não invadir o espaço do outro para não sofrer retaliação – caso aconteça – toda a ignorância explode e a Paz artificial que se tinha vai pelos ares.


“Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz. – ?Qual a paz que eu na quero conservar pra tentar ser feliz?” – Rappa.

?Porque somos tão teimosos em manter uma paz que não nos faz felizes? – Freud diz que nós temos uma tendência muito forte para conservar as coisas. Mas eu acredito que aqui a falta de consciência do problema real nos leva a não saber qual a melhor opção e por causa de nossa ignorância caímos em ciclos viciosos.

Mas, ?qual é a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz? – ?Quantos desses esforços inúteis para alcançar essa paz fingida, fina e sádica, ainda queremos fazer? – Vivemos e lutamos por uma “Paz de Hipócritas” que falha ridiculamente. – É como tapar o sol com a peneira.

“Já que tudo depende da boa vontade, é de caridade que quero falar; É daquela esmola da cuia tremendo, ou mato, ou me rendo: é lei natural.” – Zé Ramalho.

?De que estamos falando? – ?De cidadãos? – !Não, de gente, de seres humanos! Na verdade não nada de inovador no que escrevo aqui, Jesus, Paulo, Ghandi, Martin Luther King jr. Cirdata Galtama (o Buda). Todos eles falaram a mesma coisa.
Mas fazendo eco das hábeis palavras de Zé Ramalho, estou falando aqui de Caridade, ou de Amor – se você prefere. – “Ou mato, ou me rendo, é lei natural.” Essa é uma verdade muito sabia, eu me permito imaginar quantas vezes matamos a beleza de viver das outras pessoas, e as nossas belezas, por deixar de Amar, por deixar de tratar os outro com Amor.
Quando eu disse acima que a violência era quando alguém impedia outra pessoa de manifestar sua beleza de viver é justamente por isso. É o grande crime é o crime contra O Amor. – ?Quem é culpado? – !Todos são culpados! – Na verdade a maior parte das inúmeras agressões que ocorrem são frutos de um complexo movimento social. – É uma bola de neve. Alguém começa, e o ofendido passa à frente e todos daqui a pouco estarão se matando – com tanto que não se invada o espaço um do outro. – o que é impossível.
Falamos tanto de Paz, de respeito e educação, mas quase não falamos do Amor. – ?Por que teimamos tanto em esquecer disso? – Eu acredito piamente que o único eficaz caminho para uma Paz verdadeira e sólida, é O Amor. – A prática do Amor a vivência do Amor Fraterno, antes de tudo, como irá propor habilmente Erich Fromm no seu livro A Arte de Amar.

Há um trecho da Bíblia que fala: “Buscai antes de tudo O Reino de Deus e sua justiça e
todas as outras coisas lhes serão dadas em acréscimo.” – Aí esta. – Se Deus é Amor, o Seu reino seria a vivência de sua Lei, a prática do Amor e da justiça de Deus.
Se almejamos tanto a Paz – Agora minha critica vai mais diretamente aos religiosos cristãos que tanto discutem nas igrejas por anos a fio e não parecem ter entendido ou aprendido nada. –?Se queremos tanto a Paz, porque somos tão estúpidos? – Nossos tão nobres esforços parecem ir a todas as direções, menos na do Amor. A sociedade está violenta por que nós não amamos, a Família não sabe amar, as pessoas se unem e se casam sem a menor idéia de um Amor maduro e não ensinam seus filhos a amar e uma bola de neve vai se formando. – ?De quem é a culpa? – De todos – O Amor deve vir de todos e curar as feridas para que a Violência se faça mais rara. – Amar é permitir que o outro cresça e que conheça a beleza de ser o que é.
E sem dúvida aí está o maior dos mandamentos:
“Amarás ao Senhor teu deu de todo teu coração, de toda tua alma e com todas as tuas forças e amarás a teu próximo como a ti mesmo.” – ?Será que sabemos nos Amar? – ?Será que sabemos Amar?
Paulo disse:
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, se eu não tivesse amor (...) eu não seria nada (...) Agora portanto permanecem três coisas: A fé a esperança e O Amor. A maior delas é sem dúvida O Amor” – Paulo com certeza entendeu o que seu Mestre disse. (Esse trecho é bastante interessante sobre a concepção madura de amor: 1 Coríntios cap. 13.)

Existem muitos tipos de Paz que eu não quero conservar pra ser feliz, “ou mato” a minha humanidade e as dos meus semelhantes deixando de Amar “ou me rendo, é lei natural” e passo a fazer de meu mundo um mundo melhor amando. – Pois onde há Amor, há Paz. – E dentre tantas aspirações na vida de uma pessoa “a maior delas é sem duvida o Amor” ainda que inconscientemente.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu diria apenas...


Me desculpe, se não sou o que vias.
Me perdoe, se digo tudo assim tão facilmente.
Abusdamente meus olhos não são os seus - E por isso, Graças a Deus.
Se não entende, é por que você nunca abriu a porta.
?E das estrelas o que sabe? - !Nada!
?E da felicidade o que provou? - !?Pitadas, sobras?!
Nem o vento comunga suas palavras.
Dono do seu mundo você é. - Mundo raso, risível.
Você se debruça sobre minhas varias faces.
Se perde em minha cosmogonia.
Não há ontologia.
Para você, não passa de hipocrisia.
Voce me vê deboche. - Eu te encontro medo.
Você Grita, eu dou risada.
Você bate, você cai.
Você pergunta - Minhas palavras são as mesmas.
-Sim, eu sou vazio. Não há portas ou janelas, pois não há paredes.
?O que há? - !Nada!
Meu riso, seu protesto
Sua perspectiva, meu "!Dane-se!"
Minha voz, meu silêncio, sua surdez.
Feito de amor, roto à carne
Ao preço da morte, aos litros de fé.
Na esperança de ser.
?O que sou? -Não posso responder.
Diria apenas que não sou.
E como diria Gilberto gil: " Se eu sou imcompreensível, meu Deus é mais"

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Inspiração - Ney matogrosso


Deixa seus anjos e demônios/ Tudo está mesmo é nos neurônios / Num jeito interno De pressão / Talvez se possa, como ajuda / Ter uma amante manteúda / Ou um animal de estimação / Pega a palavra, pega e come / Não interessa se algum nome / Possa te dar indigestão / O que se conta e se aproveita/ É se a linguagem já vem feita / Com sua chave e seu chavão / A porta se abre é de repente / Como se no ermo do presente/ Se ouvisse a voz da multidão / E o que tem força, o que acontece/ É como um dia que estivesse / Sem calendário ou previsão / Fica de espera, de tocaia/ Talvez um dia a casa caia/ Talvez um dia a casa caia/ E fique tudo ao rés-do-chão/ Fica a fumaça no cachimbo Fica a semente no limão Fica o poema no seu limbo E na palavra um palavrão.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

雲水 - Unsui - Nuvem e água. - Por quê?

Este texto é um recorte de uma nota de rodapé do romance Musashi de Eiji Yoshikawa, editado pela Estação Liberdade. (nota 51).

Talvez agora possam entender porque me interresei nesse conceito nuvem-água.



Nuvens e água: nos mosteiros zen, os noviços são chamados unsui (lit. "nuvem-água") e as decorações do
templo zen comportam freqüentemente desenhos de nuvens e água. As nuvens movem-se livremente, formando-se
e reformando-se em conformidade com as condições externas e sua própria natureza, que não é tolhida por obstáculos.
"A água é submissa, mas tudo conquista. A água extingue o fogo ou, diante de uma provável derrota,
escapa como vapor e se refaz. A água carrega a terra macia, ou quando se defronta com rochedos, procura um
caminho ao redor. A água corrói o ferro até que ele se desintegra em poeira; satura tanto a atmosfera que leva à
morte o vento. A água dá lugar aos obstáculos com aparente humildade, pois nenhuma força pode impedi-la de
seguir seu curso traçado para o mar. A água conquista pela submissão; jamais ataca, mas sempre ganha a última
batalha." (Tao Cheng de Nan Yeo, um estudioso taoísta do século XI, citado por Blofeld em seu The Wheel of
Life). Essas virtudes da água são as do homem zen perfeito, cuja vida se caracteriza pela liberdade,
espontaneidade, humildade e força interior, além da capacidade de adaptar-se às circunstâncias mutáveis sem
tensão ou ansiedade. (Philip Kapleau: Oi Três Pilares do Zen. Ed. Itatiaia).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fél - Ah MULEKE!!!


Hahaha... - Você deve se perguntar porque eu estou rindo, mas não se preocupe eu já já explico.
Escrevo aqui em tributo a uma boa amizade que se faz viva até hoje.
?O que eramos há alguns anos atrás senão dois moleques tontos com mundo? - ?E que somos agora? - Não sei se mudamos muito,Fél. Mas uma coisa eu posso dizer: que estamos seguindo bem.
-Porém, tô aqui pra falar de Fél.
É, Fél ta fazendo aniversário ( ÊÊÊÊÊÊE!! ^^ ). É show de bola quando a gente pensa como foi importante um amigo, ou filho, ou irmão ter nascido. - Mas eu vou um pouquinho mais além.
Nos últimos anos eu tenho visto Fél, mudar, no seu jeito silencioso de ser, - ou até - ouvinte de ser.Eu nem sei como ele me aguenta ouvir falar por horas enquanto adamos de bicicleta por aí. Vejo Fél se esforçar com sua guitarra e ter suas atitudes independentes - muitas vezes mais maduras que as minhas. - Tá parecendo babação, eu sei, mas é verdade.O fato é que convivo pouco com Fél apesar de tudo, mas nossa amizade é longa, ainda que tenhamos mudado muito nos últimos anos.E o que me alegra mais não é só o fato dele ter nascido, mas sim o fato de que toda esta turbulente mudança da adolenscencia que sofremos parece solidificar nossa amizade.
Fél, meu garoto, Parabéns, você merece, cara!! - Eu de certo gostaria que este texto fosse muito mais "parabenizante", mas a mediocridade do autor não deixa...<>
Fél - Deixa isso pra lá, vem pra cá! O qu'é que tem? - tô faznedo nada, você também!Qual mal bater um papo, assim, gostoso com alguém?
Salve Salve!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Obrigado Cazuza



Agora eu vou cantar pros
miseráveis
Que vagam pelo mundo,
derrotados

Pra essas sementes mal
plantadas
Que já nascem com caras
de abortadas

Pra pessoas de alma bem
pequena
Remoendo pequenos problemas

Querendo sempre aquilo
Que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas
mini-certezas

Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar,
fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho

Como varizes que vão 
aumentando
Como insetos em volta 
da lâmpada

Vamos pedir piedade
           
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade
     
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco 
de coragem.

Quero cantar só para as  
pessoas fracas
Que tão no mundo e
perderam a viagem

Quero cantar os blues
Com o pastor e o bumbo 
na praça.

Vamos pedir piedade

Pois há um incêndio sob a
chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade




E então, ? o que vos falta para ser feliz?
-?Vergonha na cara?
Acho que a música diz tudo. Vos falta amar. 
Sem eloqüências, não gastarei meu Latin com essa gente "careta e corvarde" 


Os cegos do castelo - titãs


Eu não quero mais mentir
  Usar espinhos que só causam dor  
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu 
 Dos cegos do castelo me despeço e vou  
A pé até encontrar  
Um caminho, o lugar  
Pro que eu sou    
Eu não quero mais dormir 
 De olhos abertos me esquenta o sol  
Eu não espero que um revólver venha explodir  
Na minha testa se anunciou  
A pé a fé devagar  
Foge o destino do azar  
Que restou   

 E se você puder me olhar  
E se você quiser me achar  
E se você trouxer o seu lar  
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele 
 Eu vou cuidar  
Do seu jardim  
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele  
Eu vou cuidar  
Eu cuidarei do seu jantar  
Do céu e do mar, e de você e de mim 

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Não vou lutar - Titãs


Não vou lutar contra o que eu sinto 
Vou me entregar como um soldado cansado e faminto 
Não vou lutar contra o que eu sinto 
Porque a verdade explode cada vez que eu minto 
não posso mais viver em conflito 
 
não vou negar o que é tão claro 
Vou me entregar em tudo que eu faço, em tudo que eu falo 
Não vou negar o que é tão claro 
Porque a verdade explode mesmo quando eu me calo 
não posso mais viver sem estar ao seu lado 

Não vou lutar contra o que eu sinto 
Não vou lutar contra o que eu sinto 
 
 
A verdade explode cada vez que eu minto 
Não posso mais viver em conflito 

Não vou lutar contra o que eu sinto 
Não vou lutar contra o que eu sinto 

TITÃS

domingo, 14 de setembro de 2008

?Que será del mundo nosotros?




Dime  -? como puedo desear el toque, los besos y el cariño de una persona que 

nunca he visto? dime como puedo quererte tanto si la maioria de las 

impresiones que tengo me parecem sueños?
-?que será del mundo de nosotros?
-? que sera de nosotros de este mundo?
-? que será el mundo en nosotros?
-? que del sin nosostros? - por que somos aun tu y yo, y llejos, 
-?que hay entre nosotros ademas de esta luz?
apeguela!!
-?y ademas de este mundo? 
olvidalo!
-?que será de nosotros sin el mondo?
-?que será del mundo sin el amor?
-?entonces, por que el mondo rejecta el nuestro?
Me gustaria que tu parte del mundo correra para mi lado del mundo
y ahi mi mondo no seria mas un mondo tan perdido...que corre hasta tu 

parte que corre del el y nunca se encuentran.
Ven para mi lado y descubriremos si vamos a ser tu y yo un mundo nuestro, 

nuestro de nosotros, nosotros solo del mundo tu y yo.  

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Arte. Dos humanos para os Humanos

Bem, seguindo com uma reflexão sobre o texto abaixo:

-?O que seria a arte?

>(!Nossa, quanta ambição a minha de tentar definir a arte!)

Eu acredito que a natureza da arte está intimamente ligada à questão dos
potes de tinta. Tanto que tenho medo de entrar em uma graxa redundância 
neste texto.
Acredito que a arte é em qualquer contexto a expressão de um 
momento do artista, de um tom de verde que ele procura expressar ali, que 
não é necessariamente vivido por ele naquele momento em que o faz. - É  
claro.
Mas existe uma necessidade fatal - no sentido mais grego da 
palavra - de que a obra enquanto está sendo feita desperte no autor a as 
sensações e os pensamentos exatos que foram idealizados por ele. Do 
contrário, a frustração é completa.
O que acontece é que o autor se encarrega de incutir em algo 
não-humano uma parte do que é puramente humano. O artista procura 
combinar o elementos crus de uma forma que despertem em nós as reações da 
razão e da emoção nos tons exatos aos idealizados por ele. È como se a 
obra contivesse ali imbricada os gatilhos que nos fizessem refletir
sentir, ou seja, viver a arte. 
(É muito complicado).
 A obra não pensa nem sente, mas é capaz de nos fazer sentir e refletir a respeito de tudo que nos testemunha. - Seja ela qual for. - É como se cada traço, ou nota, ou lasca contivesse um eco, uma mensagem criptografada, de uma emoção ou pensamento que se conservasse ali a espera de um outro indivíduo capaz de dar-lhe vazão. - !Eita! - ?o que diria Heidegger agora?  
Porém não creio que tudo dependa da competência de nossos artistas. Acredito determinado obras nos gosta mais pelo fato de que estamos devidamente mais propensos a reagir com mais efeito em relação. - Parafraseando... è a tal da sensibilidade mesmo. 

- Você nunca vai entender por que todos gostam daquele tipo de música  justamente por que você não tem aquela sensibilidade.
- Eu não quero dizer que há aqui um grupo de incultos ou insensíveis, quero dizer que a sensibilidade é que faz o gosto. E como diz o velho ditado popular. 

- Gosto é feito . Cada um tem o seu.

Sensibilidade é do mesmo jeito.

- Sabe quando você conhece uma música a meses e só depois entende e se 
admira com aquilo que ela quer dizer e depois comenta: "!Nossa, essa música
é bem interessante!; " ?Como foi que eu não notei antes?

Isso por que sua sensibilidade não foi capaz de sintonizar a 
frequência das coordenadas do artista. Isto não representa de maneira 
alguma uma limitação. Tome a mim como exemplo:  Eu detesto brega e gosto 
muito da maiorias da canções de Lenine. Isso por que as canções de Lenine 
despertam com maior eficácia as emoções e pensamentos em mim do que as 
canções de brega. - Confesso que tudo não me parece assim tão simples 
como no exemplo acima. 
Sem falar daquelas vezes em que você seca uma música durante 
dias. Só aquela música é que se quer escutar. Acredito que seja pelo 
simples fato de que te faz bem. Te faz bem viver aquelas emoções e 
reflexões.
Eu falei de Heidegger mais acima por que ele disse que nós, 
criaturas humanas, somos espécies de receptáculos das significâncias. 
Acredito que a arte testemunhe de forma surpreendente em favor da teoria 
de Heidegger. Por que na arte assim, como no ar, o eco da mensagem se 
perpétua em busca de um ouvinte atento capaz de decodifica-la.
E seremos sempre nós, seres humanos, a fazer arte, por que 
somente nós (até este exato momento) de alguma forma a ecoar na arte as 
significâncias que as coisas possuem
Schopenhauer que o homem ao se deleitar com a arte era capaz de 
se isolar ao menos que por momentos de sua condição escrava das vontades. 

- Acredito que aqui seria o espaço para outra discussão, mas...- Para 
mim, ele queria dizer que há algo de sublime na arte que não pertence 
simplesmente ao mundo do tempo espaço, algo que só pode ser vivido pelo 
homem que a faz. 
- Talvez a arte seja como uma foto daquilo que não pode ser fotografado e que por só existir no homem, só por ele pode ser realizada.   
      

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Teoria dos Potes Coloridos

Teoria dos Potes Coloridos

Eu penso que todas as pessoas são como grandes potes de tinta. Potes onde se podem misturar azul e amarelo, atingindo assim centenas de tons variáveis de verde.
Aqui, eu estou me referindo à Razão e às Emoções. As pessoas são assim. Contém dentro delas doses altamente variáveis de azul e amarelo.
Porém, acredito ainda que essa doses da mistura podem variar com uma facilidade maior ainda devido às situações que alguém possa encontrar no dia-a-dia.

- ?Quão verde se deve ser?
- O quanto for necessário.
O fato é que, nem o racionalismo, nem a emotividade (dita desgovernada), nem o próprio equilíbrio estático entre os dois me parece opções sensatas. Uma vez que certas situações demandam um tom mais escuro de verde, ou um mais claro.
Acredito que o equilíbrio entre o uso ativo das duas cores podem nos levar a uma sensatez com a qual nos permitiríamos mudar o tom do verde que demanda aquela situação.
Por isso é necessário que não sejamos pedras perfeitamente insensíveis, tentando prever cada passo e cada calculo. Aqui sem dúvida nos faltará uma sensibilidade absurda, para perceber que emoções são tão poderosas como os átomos de Hidrogênio.
Da mesma forma não nos é conveniente sermos reacionários imediatistas, incapazes, muitas vezes de perceber o que esta por traz de máscara. Lenine diria que as vezes tudo pede um pouco mais de paciência. "!Pacientez vous!". Sem paciência, é quase impossível tomar a melhor opção.

Acredito que isso possa, mais uma vez, evidenciar a propriedade de nós humanos não sermos perfeitamente estáticos em nenhum aspecto. Habitamos no Tempo que no leva a mudar a cada segundo; vivemos no Espaço que move incansavelmente; somos feitos de átomos que com suas partículas neuróticas nunca se param de mover, mesmo depois que morremos; a nossa mente, para muitos, esta sempre em evolução e renovação. - Nunca seremos exatamente aquilo que desejamos ser. - Por que ser uma criatura humana é exatamente estar a meio caminho de qualquer definição. É isso que nos faz ser capazes de suportar a intempéries do tempo, do espaço, da sociedade e de nossa existências.
Por tanto, eu acredito. - Mais uma vez ¬¬ . - Que quando nos tornamos aptos para entender e viver a partir do que realmente no faz humanos é possível viver melhor.
Parar > Ouvir > Ver > Sentir > Pensar > VIVER.
Não sei se escrevo aqui uma fórmula da felicidade. - Penso que não. - Pois se é necessário sentir para viver, temos que saber sentir, também, as tristezas e supera-las, bem como aproveitar os prazeres.

(a)Túlio Miranda.