Bem, seguindo com uma reflexão sobre o texto abaixo:
-?O que seria a arte?
>(!Nossa, quanta ambição a minha de tentar definir a arte!)
Eu acredito que a natureza da arte está intimamente ligada à questão dos
potes de tinta. Tanto que tenho medo de entrar em uma graxa redundância
neste texto.
Acredito que a arte é em qualquer contexto a expressão de um
momento do artista, de um tom de verde que ele procura expressar ali, que
não é necessariamente vivido por ele naquele momento em que o faz. - É
claro.
Mas existe uma necessidade fatal - no sentido mais grego da
palavra - de que a obra enquanto está sendo feita desperte no autor a as
sensações e os pensamentos exatos que foram idealizados por ele. Do
contrário, a frustração é completa.
O que acontece é que o autor se encarrega de incutir em algo
não-humano uma parte do que é puramente humano. O artista procura
combinar o elementos crus de uma forma que despertem em nós as reações da
razão e da emoção nos tons exatos aos idealizados por ele. È como se a
obra contivesse ali imbricada os gatilhos que nos fizessem refletir e
sentir, ou seja, viver a arte.
(É muito complicado).
A obra não pensa nem sente, mas é capaz de nos fazer sentir e refletir a respeito de tudo que nos testemunha. - Seja ela qual for. - É como se cada traço, ou nota, ou lasca contivesse um eco, uma mensagem criptografada, de uma emoção ou pensamento que se conservasse ali a espera de um outro indivíduo capaz de dar-lhe vazão. - !Eita! - ?o que diria Heidegger agora?
Porém não creio que tudo dependa da competência de nossos artistas. Acredito determinado obras nos gosta mais pelo fato de que estamos devidamente mais propensos a reagir com mais efeito em relação. - Parafraseando... è a tal da sensibilidade mesmo.
- Você nunca vai entender por que todos gostam daquele tipo de música justamente por que você não tem aquela sensibilidade.
- Eu não quero dizer que há aqui um grupo de incultos ou insensíveis, quero dizer que a sensibilidade é que faz o gosto. E como diz o velho ditado popular.
- Gosto é feito cú. Cada um tem o seu.
Sensibilidade é do mesmo jeito.
- Sabe quando você conhece uma música a meses e só depois entende e se
admira com aquilo que ela quer dizer e depois comenta: "!Nossa, essa música
é bem interessante!; " ?Como foi que eu não notei antes?
Isso por que sua sensibilidade não foi capaz de sintonizar a
frequência das coordenadas do artista. Isto não representa de maneira
alguma uma limitação. Tome a mim como exemplo: Eu detesto brega e gosto
muito da maiorias da canções de Lenine. Isso por que as canções de Lenine
despertam com maior eficácia as emoções e pensamentos em mim do que as
canções de brega. - Confesso que tudo não me parece assim tão simples
como no exemplo acima.
Sem falar daquelas vezes em que você seca uma música durante
dias. Só aquela música é que se quer escutar. Acredito que seja pelo
simples fato de que te faz bem. Te faz bem viver aquelas emoções e
reflexões.
Eu falei de Heidegger mais acima por que ele disse que nós,
criaturas humanas, somos espécies de receptáculos das significâncias.
Acredito que a arte testemunhe de forma surpreendente em favor da teoria
de Heidegger. Por que na arte assim, como no ar, o eco da mensagem se
perpétua em busca de um ouvinte atento capaz de decodifica-la.
E seremos sempre nós, seres humanos, a fazer arte, por que
somente nós (até este exato momento) de alguma forma a ecoar na arte as
significâncias que as coisas possuem
Schopenhauer que o homem ao se deleitar com a arte era capaz de
se isolar ao menos que por momentos de sua condição escrava das vontades.
- Acredito que aqui seria o espaço para outra discussão, mas...- Para
mim, ele queria dizer que há algo de sublime na arte que não pertence
simplesmente ao mundo do tempo espaço, algo que só pode ser vivido pelo
homem que a faz.
- Talvez a arte seja como uma foto daquilo que não pode ser fotografado e que por só existir no homem, só por ele pode ser realizada.

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