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Antes ler...

Vejam que aqui abaixo está o histórico do blog. 
O primeiro texto é o " O Prefácio", abaixo deste estão os seguintes em ordem cronológica.
É importante seguir esta ordem para entender a ligação entre os textos

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Arte. Dos humanos para os Humanos

Bem, seguindo com uma reflexão sobre o texto abaixo:

-?O que seria a arte?

>(!Nossa, quanta ambição a minha de tentar definir a arte!)

Eu acredito que a natureza da arte está intimamente ligada à questão dos
potes de tinta. Tanto que tenho medo de entrar em uma graxa redundância 
neste texto.
Acredito que a arte é em qualquer contexto a expressão de um 
momento do artista, de um tom de verde que ele procura expressar ali, que 
não é necessariamente vivido por ele naquele momento em que o faz. - É  
claro.
Mas existe uma necessidade fatal - no sentido mais grego da 
palavra - de que a obra enquanto está sendo feita desperte no autor a as 
sensações e os pensamentos exatos que foram idealizados por ele. Do 
contrário, a frustração é completa.
O que acontece é que o autor se encarrega de incutir em algo 
não-humano uma parte do que é puramente humano. O artista procura 
combinar o elementos crus de uma forma que despertem em nós as reações da 
razão e da emoção nos tons exatos aos idealizados por ele. È como se a 
obra contivesse ali imbricada os gatilhos que nos fizessem refletir
sentir, ou seja, viver a arte. 
(É muito complicado).
 A obra não pensa nem sente, mas é capaz de nos fazer sentir e refletir a respeito de tudo que nos testemunha. - Seja ela qual for. - É como se cada traço, ou nota, ou lasca contivesse um eco, uma mensagem criptografada, de uma emoção ou pensamento que se conservasse ali a espera de um outro indivíduo capaz de dar-lhe vazão. - !Eita! - ?o que diria Heidegger agora?  
Porém não creio que tudo dependa da competência de nossos artistas. Acredito determinado obras nos gosta mais pelo fato de que estamos devidamente mais propensos a reagir com mais efeito em relação. - Parafraseando... è a tal da sensibilidade mesmo. 

- Você nunca vai entender por que todos gostam daquele tipo de música  justamente por que você não tem aquela sensibilidade.
- Eu não quero dizer que há aqui um grupo de incultos ou insensíveis, quero dizer que a sensibilidade é que faz o gosto. E como diz o velho ditado popular. 

- Gosto é feito . Cada um tem o seu.

Sensibilidade é do mesmo jeito.

- Sabe quando você conhece uma música a meses e só depois entende e se 
admira com aquilo que ela quer dizer e depois comenta: "!Nossa, essa música
é bem interessante!; " ?Como foi que eu não notei antes?

Isso por que sua sensibilidade não foi capaz de sintonizar a 
frequência das coordenadas do artista. Isto não representa de maneira 
alguma uma limitação. Tome a mim como exemplo:  Eu detesto brega e gosto 
muito da maiorias da canções de Lenine. Isso por que as canções de Lenine 
despertam com maior eficácia as emoções e pensamentos em mim do que as 
canções de brega. - Confesso que tudo não me parece assim tão simples 
como no exemplo acima. 
Sem falar daquelas vezes em que você seca uma música durante 
dias. Só aquela música é que se quer escutar. Acredito que seja pelo 
simples fato de que te faz bem. Te faz bem viver aquelas emoções e 
reflexões.
Eu falei de Heidegger mais acima por que ele disse que nós, 
criaturas humanas, somos espécies de receptáculos das significâncias. 
Acredito que a arte testemunhe de forma surpreendente em favor da teoria 
de Heidegger. Por que na arte assim, como no ar, o eco da mensagem se 
perpétua em busca de um ouvinte atento capaz de decodifica-la.
E seremos sempre nós, seres humanos, a fazer arte, por que 
somente nós (até este exato momento) de alguma forma a ecoar na arte as 
significâncias que as coisas possuem
Schopenhauer que o homem ao se deleitar com a arte era capaz de 
se isolar ao menos que por momentos de sua condição escrava das vontades. 

- Acredito que aqui seria o espaço para outra discussão, mas...- Para 
mim, ele queria dizer que há algo de sublime na arte que não pertence 
simplesmente ao mundo do tempo espaço, algo que só pode ser vivido pelo 
homem que a faz. 
- Talvez a arte seja como uma foto daquilo que não pode ser fotografado e que por só existir no homem, só por ele pode ser realizada.   
      

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